Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.
Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.
As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas.
Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.
Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.
Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em
conquistar. É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os
benefícios da posse temporária, para que a própria existência não
constitua obstáculo à paz e alegria dos outros.
Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em
fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da
experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos lhes eram
vizinhos.
Amontoaram vantagens para a própria perda.
Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas do mundo.
Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.
A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas
na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos
desígnios do Supremo Senhor.